marionete

Bruna Moreno
2 min readOct 14, 2018

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Veja — eu não vou desistir de você. Mas também não vou te obrigar a ficar. Vou entrar na onda de ser moderninha. Independente. Fria. Mas será tudo mentira minha.

Eu te engoli e você é tão grande pra mim que eu dedico cada segundo do meu dia em te digerir.

Entre idas e vindas me resumo inteira. Entre altos e baixos me resumo equilibrada. Sendo assim, tá na cara e não tem pane: ando meio mal, mas vou sair dessa.

Eu sei que você vai se despedir para sempre mais uma vez, e por menos que deseje, eu espero que não volte, não me traga de novo esses sorrisos sinceros que só tenho quando meu coração bate em conjunto com o seu, eu me saio melhor forjando alegria. Não volte, não jogue na minha cara que eu não sou capaz de ter você. Eu quero que você saiba que é um pouco difícil esperar cada vinda, esperar cada volta, esperar cada momento em que posso te observar em silêncio, ver e não ter.

E eu te olhei tantas vezes implorando. Não morre, por favor. Seja ele. Seja o homem que perde um segundo de ar quando me vê…

Mas você não pode.

Eu sei que dá vontade, mas não posso ligar pra você e dizer: ei, tô aqui, vamos parar com essa estupidez e vir logo resolver nosso problema? Sabe aquela escorregada que você precisa dar pra aprender a levantar? Então, é disso que estou falando.

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Written by Bruna Moreno

Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento. Escrever é preciso. (Clarice Lispector)

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